A boneca falante

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Um casal idoso contratou uma empregada para ajudar na casa. A mulher tinha uma grande coleção de bonecas, e a empregada precisava limpá-la toda semana. E assim, uma vez por semana, a empregada limpava a coleção, mas com desgosto. Ela odiava bonecas.

Durante uma tarde ela encontrou uma boneca falante no meio da coleção, que tinha uma cordinha nas costas. Ela puxou a cordinha, e a boneca disse:

– Olá.

Ela puxou a cordinha de novo.

– Eu amo a mamãe!

A empregada colocou a boneca de volta e continuou.

Algumas semanas depois, a empregada quebrou uma boneca por acidente durante a limpeza. A senhora idosa correu para o quarto, e ficou desolada com os pedaços quebrados. A empregada, espantada, pediu inúmeras desculpas. A senhora, desolada, disse que ela só poderia continuar trabalhando ali se tivesse mais cuidado com as bonecas, e a empregada concordou.

No dia seguinte, o casal saiu para a cidade, deixando a moça sozinha na casa. Ela estava de mal humor e decidiu não trabalhar naquele dia. Enquanto comia os doces requintados do casal, ela teve uma ideia terrível. Voltando devagar para o quarto das bonecas, a empregada pensou no que a senhora havia dito. Ela pegou a boneca mais próxima, e, com fúria, a atirou ao chão. Ela sorriu com o som da porcelana quebrando.

Adorando a sensação, a empregada continuou a destruir a coleção. Ela estava tomada por uma loucura quando o casal chegou e a testemunhou quebrando tudo. O senhor prontamente a demitiu, enquanto a senhora foi tomada pela tristeza profunda.

A empregada pegou seus pertences e partiu, mas, irada, voltou naquela mesma noite e invadiu a casa do casal. Ela se esgueirou até a cozinha, pegou a maior faca que pode e subiu para o quarto deles.

Na manhã seguinte, ela foi trabalhar como o normal, e agiu como uma inocente para a polícia, afirmando que apenas trabalhava para eles. Ela contou que o casal era muito caridoso e amigável, e que não sabia que poderia ter cometido aquele crime hediondo. Enfim ela pediu para entrar, dizendo que queria garantir que ninguém estragara a coleção preciosa de bonecas da senhora.

De volta ao aposento, a empregada pegou a boneca falante e mais uma vez puxou a cordinha.

– Olá. – A boneca disse. A empregada puxou a corda de novo. – Porque você matou a mamãe?

A mulher ficou horrorizada.

– O que você disse? – Ela perguntou.

– Porque você matou a mamãe?

Sem palavras, a mulher continuou puxando a cordinha.

– Porque você matou a mamãe? Ela era uma mamãe boa. Eu a amava muito. Porque você matou a mamãe?

A empregada não acreditava naquilo. Ela apenas encarou a boneca.

– VOCÊ MATOU A MINHA MAMÃE! – A boneca gritou.

A mulher gritou, atirando-a ao chão, e saiu correndo.

Na manhã seguinte, a empregada foi encontrada morta em sua casa, com a boneca falante nos braços. Quando a polícia puxou a cordinha, a boneca repetia:

– Ela matou a mamãe. Ela matou a mamãe. Ela matou a mamãe…

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