O que é um mundo cyberpunk?

Cyberpunk

O termo cyberpunk é um derivado do gênero clássico da ficção científica por volta dos anos 80, contando com as novelas de William Gibson Neuromancer, Count Zero e Mona Lisa Overdrive popularizando o termo no novo grupo de fãs. Depois vieram mais nomes conhecidos da temática, como Bruce Sterling, John Shirley, Rudy Rucker, Michael Swanwick, Pat Cadigan, Lewis Shiner, Richard Kadrey dentre outros.

Um mundo cyberpunk é um mundo distópico, onde a definição básica é high-tech, low life, que se explica em uma civilização avançada tecnologicamente, mas com condições precárias de vida, geralmente dominada por governos tirânicos, inteligências artificiais ou por megacorporações planetárias, onde a população é oprimida e sufocada debaixo de burocracia sem fim e degradação da própria psique humana.

Esse gênero surgiu para se opor às utopias da ficção científica, como era em Jornada nas Estrelas, e dão muito destaque aos párias da sociedade: criminosos, excluídos, dissidentes, renegados e outras castas de anti-heróis ou vilões, que geralmente caem em uma trama para derrubar o sistema atual para tentar salvar o pouco que resta da sociedade humana. Esse “heróis” ignoram as regras opressoras da civilização e vivem às margens de tudo, mas se mostram capazes de disparar as mudanças que os seres humanos precisam, ou pelo menos capazes de causarem muitos estragos no caminho.

Reinam também as interações homem-máquina, com o uso comum de implantes nos corpos humanos, como implantes oculares, membros cibernéticos ou até mesmo uma modificação eletrônica ao cérebro, pois a tecnologia avançada tornou comum fundir a forma humana com a forma artificial, criando seres grotescos e bizarros que afastam ainda mais aquela visão básica que nós temos da humanidade. Geralmente há também a ascensão das máquinas, com a presença de inteligências artificiais e equipamentos avançados, como os robôs de Eu, Robô ou os exoesqueletos de batalha como em Avatar e Homem de Ferro.

Outro ponto comum é a existência de um denso ciberespaço, uma das inspirações para o nome desse gênero, acessível através de cabos ou implantes nos seres humanos, e é muito baseado na Internet, mas onde a mente humana se manifesta e interage com programas e outros humanos, várias vezes essa interação assumindo a forma de lugares reais, e as mentes assumindo a forma dos corpos físicos que ficaram para trás.

No cyberpunk também há a predominância de uma cor, em geral entre os tons escuros e sujos, para demonstrar a decadência da sociedade, em contraste com as cores mais fortes e vibrantes que reinam nas máquinas, outdoors e computadores, como indício de que a tecnologia se tornou mais importante do que o próprio ser humano.

Surgiu recentemente também o subgênero pós-cyberpunk, que apresenta uma releitura do cyberpunk original. Nele os personagens principais lutam para melhorar a sociedade desgastada ou para impedir o declínio da sociedade atual, e a tecnologia é melhor integrada na civilização, mudanças que ocasionam em uma ambientação mais otimista do que o original. Esse subgênero não é tão famoso e abrangente quanto o seu antecessor, mas está se espalhando, pois os fãs preferem ver um futuro bem mais otimista do que vivenciarem a degradação tóxica da sociedade.

E você, o que achou do cyberpunk? Já leu alguma coisa parecida, ou já viu algum filme parecido? Deixe as suas experiências e pensamentos nos comentários.

Fonte das imagens: http://www.picswalls.com/pic/cyberpunk-wallpapers/

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